Às vezes, penso que as pessoas, na sua maioria, não sabem o que desejam nem o que querem ser, porque cresceram com modelos verticais, modelos de adestramento onde não há espaço para pensar em si mesmas, e no momento de se reconhecerem ao espelho, preferem refugiar-se nos gestos monótonos que a rotina laboral lhes oferece. 

Vivian Abenshushan, em Escritos para desocupados